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Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Canduras 101

por Ana Luisa, em 04.11.12

Estou realmente a apaixonar-me pelo Canduras. 


Isso faz-me recordar o porquê de o criar. O nome, Canduras vem daqui . Não, não é esta a música. Mas não consegui encontrar a Canduras Agruras, que é a origem do nome, mas esta é igualmente importante. O Valter Lobo é uma pessoa fantástica, procurem por ele por aí.

Após várias conversas abertas em várias aulas de diferentes cadeiras que tive, decidi que tinha que pôr mãos à obra e fazer algo com o meu amor por escrita, com o meu amor pelas coisas. Hoje em dia seguir Comunicação Social é um risco, um lugar marcado no Centro de Emprego. Qualquer futuro jornalista/pivôt/profissional de rádio tem que estar ciente de que o caminho não vai ser fácil. Senti, após reflexão, que estava a desperdiçar palavras escritas em variados blogs com pseudónimos meus e pela primeira vez senti-me preparada para começar uma aventura às claras. 

Depois de um concerto de Valter Lobo, numa dessas tardes chuvosas de Outono a palavra Canduras ressoava-me na mente e através dela criei um espaço meu para mim e para os outros. Assim tenho um bote expiatório que é mais um cartão de visita para mim mesma e para o meu trabalho. Ter um blog pessoal presente num Currículo? Claro que sim! É mais uma maneira de mostrar criatividade, iniciativa e originalidade, se levado a sério. Não tenciono reconhecimento ou lucro, só tenciono tornar útil tudo o que a minha cabeça produz. E esta pareceu-me a melhor forma de o fazer e expôr. 

Espero que o Canduras vos traga tanta felicidade como me trouxe a mim desde o primeiro post.

Tempos de Glória

por Ana Luisa, em 04.11.12

Isto de ter vida calma tem vantagens.

Primeiro, não tens noites em branco. Nada te atormenta os nervos a não ser esporádicas crises alheias de pessoas próximas. Só acordas com olheiras de manhã porque, como no meu caso, passas 2 horas ao telefone diariamente antes de ir dormir (em média). Segundo, andas sempre com um, maioritariamente parvo, sorriso na cara. Como consequência, as pessoas sorriem para ti, tu sorris para elas e assim se cria uma cadeia de felicidade que te pinta o dia. Terceiro, os teus problemas não te parecem tão graves e encontras soluções para os mesmos rapidamente. Vês que, de repente, a falta de guardanapos em casa não te dá dor de cabeça. Ou que apesar de ser a mesma de sempre, a comida da cantina da ESEV até te sabe bem.

Não há truques, hábitos ou manias. Seguir vida serenamente calma é o que está a dar. Há quem lhe chame seca, eu chamo-lhe estabilidade. Não me imagino daqui a 5 anos a chorar porque um qualquer ser humano não me responde a sms's. Finalmente sabe bem passar um dia em casa a experimentar roupa antiga e a rever álbuns de criança, a ter um Halloween caseiro ao lado daquela pessoa com paciência de ouro que te atura todos os dias. As alturas felizes da nossa vida são aquelas que originam mais memórias no nosso cérebro só porque coisas insignificantes, em contexto certo, tomam repercussões enormes e marcam-nos. 

Não sou apologista de marrões e meninos de coro mas não quero ressacas diárias e desconhecidos na minha cama. Quero um bom fino e um bom capuccino com chantilli. Quero Beirut e Rage Against The Machine. Quero o Boquinhas e o Obviamente. Quero de tudo um pouco. A companhia já tenho. Venha o futuro.

 

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