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Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Migalhas de Oreo Parte 2

por Ana Luisa, em 11.02.13

 

A minha casa tem árvores, um riacho a 5 minutos, tem pássaros a cantar às 5 da manhã, tem risos de crianças, tem velhinhas atarefadas, tem festas de estudantes, tem madrugadas de estudo com um capuccino na mão, tem noites quentes que nos afagam a alma naqueles dias perfeitos de acasos conseguidos, tem desarrumação e meticulosa organização de factos, tem paredes de armário cheias de recordações, tem gelatina e gelado de cheesecake, tem cookies e leite morno, tem varanda, mesa e cadeiras para os dias quentes. Tem música, ar fresco e um aquecedor pequenino. 

Tem-me a mim, por vezes tem-te a ti, mas quando nos tem a nós, aí sim, é a nossa casa. E são esses momentos que impregnam o meu quarto e a minha casa quando agora não estás e eu sinto os pés frios.

Migalhas de Oreo Parte 1

por Ana Luisa, em 11.02.13

Eu? 

Eu sou aquela pessoa que conheces e dás um sorriso sempre que vês mas se ouvires alguém a falar mal dela calas-te e nada comunicas. Eu sou aquela pessoa que encontras com muitos e variados amigOs e pensas: Que vadia/cabra/slut/fácil! Eu sou aquela pessoa com a qual podes vir a tomar cafés mas nunca dizes a ninguém que o fizeste.

Na verdade, sou eu, o oposto do politicamente correcto, do discreto, do retrógrado, do velho. Serei sempre muito criança, no entanto encarando toda e qualquer responsabilidade, cumprindo as coisas nem que em cima do joelho ou à última da hora. Serei sempre histérica, louca, exagerada, conspirativa, pessimista, cenas.

No entanto, se por algum motivo me chamares à atenção, saberás que vivo em função dos outros, que há sempre algo que me preocupa (excepto quando ele cá está), que quando quero muito que algo aconteça, acontece, que mando pós e me considero bruxa para ajudar amigos, que amo incondicionalmente a vida, que choro por tudo e por nada mas não suportarei te ver chorar, que mando constantemente sms's porque não consigo passar muito tempo sem me conectar com as pessoas a quem mando mensagens, que estou sempre lá quando precisas, que por ti farei tudo o que puder e conseguir.

Saberás que não sei cozinhar mas nunca o admitirei, que adoro bolachas e as devoro sem problemas calóricos, que escrevo mais vezes quando estou em baixo porque quando estou contente a minha cabeça anda a mil, que sou tímida apesar da minha histeria, que nunca acreditarei quando me tecem elogios em relação à minha aparência, que odeio que façam pouco de mim ou que de mim se riam, que tenho imenso orgulho nas minhas irmãs mais novas, nos meus amigos mais próximos, nos meus valores, na minha avó e na minha altura de crescimento pré-infância porque pude correr e sujar-me livremente. Ah! E no facto de ser pequena. Saberás também que não suporto pessoas que pensam que sabem mais que todos, ou pessoas mentirosas. Saberás que a minha vida é feita de muitos altos e muitos baixos, que a minha união familiar é das coisas que mais alegrias me traz, que nunca me sinto sozinha, que dou muito valor a recordações e que a única coisa em que consigo gastar dinheiro mais desenfreadamente tem SEMPRE a haver com música.

Saberás finalmente que adoro leite com chocolate, leite condensado, pudim de morango, ovelhas, cheiro de terra molhada, Pringles, viagens de autocarro, fotos, MUSE, pulseiras e chains, longas conversas, música fofinha e música agressiva ao mesmo tempo, filmes parvos, Vespas, o Tweetie que o meu irmão me deu enquanto pequena, almofadas e mantas fofas, a vista da minha varanda em Viseu & da minha janela em casa dos meus avós, Oreos, Coca-cola, Kebabs, Cheeseburgers, arroz de cabidela, super-heróis, David Boreanaz, o mar e o campo, o Porto e Lisboa mas mais Viseu, a minha professora de Língua e Cultura Portuguesa, os poemas da Gi, o David Santos, bandas portuguesas underground, a minha guitarra, o Adam Levine, cantar e faze-lo bem, dormir e ter preguiça, os ronronos dele quando dorme, fazer cafuné, andar às cavalitas, Richie Campbell e a minha cadela. Por outro lado odeio polvo, lulas, a maior parte das Joanas que conheço, carraças, agulhas e vacinas, palhaços, escuro, frio, cor-de-rosa, o Kid Rock, desencontros, distância, chuva em demasia, a My Heart Will Go On, quando não me dão razão, água fria, calor em demasia, Cascada, acidentes de viação, estar errada e não ter dinheiro para ir a todos os concertos que queria.

 

Nada de muito anormal, hein?

 

Geopolítica à Minha Maneira

por Ana Luisa, em 04.02.13

Nos meus sonhos a Geopolítica da Guerra Israelo-Árabe escreve-se assim:


E então os Israelitas compraram armas macissas à Stark Industries para combater os árabes e como prémio raptaram o Tony Stark que lhes construiu a War Machine mas escapou. Então os Israelitas viram o Iron Man quando o Tony lá voltou, morreram todos e o Hamas com medo desistiu de qualquer Jihad no mundo. Fim da Guerra Israelo-Árabe.

God Save Iron Man.


Morar Sozinha

por Ana Luisa, em 03.02.13

Sempre pensei de mim como uma potencial loneliver, ou seja, uma pessoa que vive sozinha e tem gosto nisso (desculpem o potencial para inventar vocabulário). No entanto experiências recentes têm vindo a provar o contrário.

Sim, prezo imenso a minha independência, adoro passeios sozinha, ir a concertos sozinha, muita coisa em modo "não estou para aturar ninguém". Às vezes até gosto de ir às compras sozinha. No entanto, presentemente, vejo-me enclausorada em casa, em Viseu, sem ninguém porque está tudo de férias e com o dia de ontem dei em louca! Eu, o Estaline, o Krustchev e toda a equipa do Hamas enclausorados num cubículo deixou-me a suplicar por vivalma.

Com isto concluo que já não consigo viver solitária durante alturas de aperto ou longos períodos de tempo. Sempre me chamaram dependente de pessoas, agora está provado. Whatever.

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