Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

#0 a música que vos deixo

por Ana Luisa, em 18.09.14

Para os curiosos que estejam a pensar o que será isto do "a música que vos deixo" e o porquê de estar no menu do Canduras, eu passo a explicar.

 

(mas onde raio está o menu?)

 

O "a música que vos deixo" é um  projecto ao qual estou a dedicar um tempinho. Muito porque gosto muito dele, da ideia dele e de música, muita música. Como ouvinte de boa música desde pequena que identifico variadas faixas a diferentes alturas da minha vida:a pessoas, locais, acontecimentos, sentimentos ou alturas da vida. o "a música que vos deixo" existe para ti que não tens ou não sabes o que ouvir em determinado momento, queres dedicar uma música a alguém mas não sabes qual. Basicamente, eu dou-te o som que queres quando quiseres. 

Se tiveres sugestões de músicas para momentos ou pessoas ou locais, não deixes de deixar mensagem e partilhar comigo essas faixas que mexem contigo, adoro conhecer coisas novas! Porque nunca conhecemos músicas suficientes.

Se tiveres uma banda e procurar mais um sítio para a mostrar ao mundo, não deixes de me mostrar a tua música, terei todo o gosto em coloca-la neste cantinho.

 

Este é um projecto em crescimento, que quero explorar e desenvolver melhor. Vamos ver como corre por aqui. Mais tarde, criarei o blog somente dedicado a este projecto mas um test drive nunca fez mal a ninguém. Espero que gostem e participem! 

 

hoje não regresso às aulas

por Ana Luisa, em 15.09.14

Não há sensação mais estranha do que aquela que sentes quando chega a altura do Regresso às Aulas... e tu não regressas. 

Passados 15 anos a estudar para "ser alguém", chegou a altura de ver os caloiros, os finalistas e todos os pequenos traquinas de mochilas às costas irem aturar professores, mas tu ficas em casa. Tu não vais porque já és licenciada (no curso que mais querias) e estás à espera que as candidaturas a estágio profissional abram, para fazeres alguma coisa da tua vida. E é nesta altura que davas tudo para poder voltar a pegar na pasta e ir ser ensinada.

A verdade é que mete medo estar por nossa conta, quebrar a rotina do "ainda tenho muito que aprender". Na verdade, por agora, a nível escolar, já não tens mais que aprender e isso deixa-te perdida, a procurar direcção. Desta vez, quem escolhe a direcção és tu e a necessidade de tomar opções e saídas provoca um frenesim nervoso dentro de qualquer um.

Por isso mesmo, e já cheia de saudade, a todos aqueles que agora começam novas etapas da vida só posso dizer: APROVEITEM! Quando dizem que passa a correr e não dura para sempre não mentem. Ainda ontem era caloira... Não desperdicem oportunidades de aprendizagem e enriquecimento. Não façam ouvidos moucos aos vossos professores: têm tanto para ensinar e por vezes nem os ouvimos. Gozem, gozem muito. Se já tiverem idade para isso, saiam à noite, bebam copos, façam amigos, sejam a favor da praxe, façam parte da Associação de Estudantes, não deixem que a experiência universitária vos passe ao lado. Porque é possível ter boas notas e ir tomar café com os amigos quase todos os dias. É possível dispensar exames e ir sair à noite e ir a todos os jantares de curso. Há tempo para tudo. Preencham-no da melhor maneira. 

Gostava de passar por tudo outra vez. Sinceramente, só me apetece começar mestrado agora mesmo para poder ir ao Conti comprar nova capa arquivadora. Mas isso pode esperar. Desejo a todos a melhor sorte do mundo, que tenham umas boas aulas e que sejam muitíssimo felizes neste novo percurso que agora começam. Outra vez.

 

Noiserv @ Auditório Padre Carlos Alberto Guimarães

por Ana Luisa, em 18.05.14
Não sou de fazer estas coisas das fotografias mas como não vinha cá há tanto tempo, decidi fazer esta pequena surpresa. Peço desde já desculpa pela falta de qualidade das fotografias, o meu telemóvel não tem muitos megapíxeis.
Estou a morar em Lisboa durante uns tempos. O estágio obrigou a uma mudança temporária de pousio. O temporária é discutível pois não sei o mínimo do meu futuro, mas por agora é temporária. Nos fins-de-semana continuo por cá porque as despesas de viagem até Viseu são altas e ó lá posso ir de 3 em 3 semanas. Por isso vou aproveitando para ir a uns concertos e visitar alguns lugares. 
Sou fã do David Santos, vulgarmente conhecido como Noiserv há por volta de 4 anos. O seu EP "A Day In The Days Of The Days" tinha sido lançado há pouco tempo, quando um grande amigo meu me apresentou Noiserv. E desde aí que se tornou o meu projecto português favorito, o qual tenho acompanhado em pormenor.
Vi-o em 2011, no dia 30 de Julho em Vouzela, pela primeira vez (o que eu passei para arranjar boleia). Adorei e foi nesse dia que conheci um tímido David, ainda a surpreender-se com a popularidade do projecto e a alameda que tinha acabado de lotar. E muitas, muitas velhinhas deliciadas com o rapaz! Quase três anos passaram e só ontem, em Alvalade, no Auditório Padre Carlos Alberto Guimarães, no lançamento do vinil do seu novo álbum A.V.O. (Almost Visible Orchestra) é que o consegui voltar a ver. 
Quando saí de casa para apanhar o Comboio já se punha o dia e uma viagem até Roma-Areeiro fez-se ao som do Reflektor dos Arcade Fire.

 

Depois de muito penar para encontrar o Auditório, consegui encontrar o recôndito cantinho. O concerto foi magnífico. Mágico como sempre, com muitos instrumentos à sua volta e com a Diana Mascarenhas sempre a acompanhar com os seus cada vez melhores desenhos, David Santos deu um espectáculo que teve uma boa dose de tudo o que era pedido: músicas novas, músicas antigas, encores e muitas gargalhadas. Entre a Bontempi, a Bullets on Parade, a Sad Story of a Little Town, a I Was Trying to Sleep When Everyone Woke Up, tantas e tão boas sucessões de sons que me fizeram sonhar e relembrar memórias e histórias de um tempo que já passou. Somente ele, o David, permaneceu.

 

 

 

 

Encontrei, para meu espanto, um David mais desenvolvido e desinibido, com mais certezas em relação ao que quer, sem nunca perder aquele "sem jeito" que me faz adora-lo como pessoa. O público já não lhe mete medo, o contacto é directo, sempre com risos e com mais à vontade, um pouco mais. É Noiserv no seu melhor: a sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Já tinha saudades de um concerto assim, aqueles concertos que nunca desiludem e que valem sempre a pena. Que venham mais David, já tenho saudades.

 

 

(ah, olha eu!)
(Fotos propriedade de Ana Luisa Santos.)

Dia do Pai É Todos os Dias

por Ana Luisa, em 19.03.14

Não me quero alongar muito, até porque é difícil.

O meu pai não era o melhor pai do mundo. É verdade! Não era mesmo! Estava ausente, nunca me foi buscar à escola, nunca me deu um raspanete, nunca me chamou à atenção por algo que tenha feito mal ou me desejou boa sorte naquele teste mais complicado. Quando comecei a minha licenciatura, só me perguntou onde tinha entrado e no quê meses depois, quando o fui visitar.

Mas não, o meu pai não é uma besta! O meu pai foi das melhores pessoas que já conheci, na verdade. Tem falhas, tem defeitos, tem virtudes, é das pessoas que mais amou na vida, das que mais aproveitou, e das que mais sofreu. É um ser humano banal que nunca esteve muito presente, e que me deixou sozinha demasiado cedo.

Ainda é complicado recordar tudo e a cada dia sinto mais saudades dele. Principalmente de saber no meu interior que nunca mais verei a sua cara. Por vezes admito que o meu subconsciente o tenta ver em todos os cinquentões que passam por mim na rua, mas nunca são ele.

Hoje somente tenho 2 irmãos lindos e memórias vagas mas felizes de coisas que ficaram ditas e feitas, sem nada a arrepender.

Por isso dêm um beijinho aos vossos pais por mim, e sejam muito felizes. <3

 

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo