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Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Canduras

A sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Um mundo cheio de nadas e nadas cheios de mundo que preenchem paredes cheias de sonhos.

Noiserv @ Auditório Padre Carlos Alberto Guimarães

por Ana Luisa, em 18.05.14
Não sou de fazer estas coisas das fotografias mas como não vinha cá há tanto tempo, decidi fazer esta pequena surpresa. Peço desde já desculpa pela falta de qualidade das fotografias, o meu telemóvel não tem muitos megapíxeis.
Estou a morar em Lisboa durante uns tempos. O estágio obrigou a uma mudança temporária de pousio. O temporária é discutível pois não sei o mínimo do meu futuro, mas por agora é temporária. Nos fins-de-semana continuo por cá porque as despesas de viagem até Viseu são altas e ó lá posso ir de 3 em 3 semanas. Por isso vou aproveitando para ir a uns concertos e visitar alguns lugares. 
Sou fã do David Santos, vulgarmente conhecido como Noiserv há por volta de 4 anos. O seu EP "A Day In The Days Of The Days" tinha sido lançado há pouco tempo, quando um grande amigo meu me apresentou Noiserv. E desde aí que se tornou o meu projecto português favorito, o qual tenho acompanhado em pormenor.
Vi-o em 2011, no dia 30 de Julho em Vouzela, pela primeira vez (o que eu passei para arranjar boleia). Adorei e foi nesse dia que conheci um tímido David, ainda a surpreender-se com a popularidade do projecto e a alameda que tinha acabado de lotar. E muitas, muitas velhinhas deliciadas com o rapaz! Quase três anos passaram e só ontem, em Alvalade, no Auditório Padre Carlos Alberto Guimarães, no lançamento do vinil do seu novo álbum A.V.O. (Almost Visible Orchestra) é que o consegui voltar a ver. 
Quando saí de casa para apanhar o Comboio já se punha o dia e uma viagem até Roma-Areeiro fez-se ao som do Reflektor dos Arcade Fire.

 

Depois de muito penar para encontrar o Auditório, consegui encontrar o recôndito cantinho. O concerto foi magnífico. Mágico como sempre, com muitos instrumentos à sua volta e com a Diana Mascarenhas sempre a acompanhar com os seus cada vez melhores desenhos, David Santos deu um espectáculo que teve uma boa dose de tudo o que era pedido: músicas novas, músicas antigas, encores e muitas gargalhadas. Entre a Bontempi, a Bullets on Parade, a Sad Story of a Little Town, a I Was Trying to Sleep When Everyone Woke Up, tantas e tão boas sucessões de sons que me fizeram sonhar e relembrar memórias e histórias de um tempo que já passou. Somente ele, o David, permaneceu.

 

 

 

 

Encontrei, para meu espanto, um David mais desenvolvido e desinibido, com mais certezas em relação ao que quer, sem nunca perder aquele "sem jeito" que me faz adora-lo como pessoa. O público já não lhe mete medo, o contacto é directo, sempre com risos e com mais à vontade, um pouco mais. É Noiserv no seu melhor: a sensibilidade melancólica de um sorriso simples. Já tinha saudades de um concerto assim, aqueles concertos que nunca desiludem e que valem sempre a pena. Que venham mais David, já tenho saudades.

 

 

(ah, olha eu!)
(Fotos propriedade de Ana Luisa Santos.)

Auto-promoção (e muita fandom)

por Ana Luisa, em 06.11.13

Muse ao vivo no Estádio do Dragão: a celebração.


Eles trouxeram luzes, fogo, actores e dinheiro. 45 mil pessoas aceitaram a oferta.


 

45 mil pessoas dirigiram-se ao Estádio do Dragão no Porto no passado dia 10 de Junho para assistir a mais uma passagem da banda britânica Muse por Portugal. O culto aumenta, e à medida que mais gente reconhece o seu valor, maior espectáculo eles dão aos seus fãs.

               

A ânsia era grande. Com o aquecimento dos We Are The Ocean, ensaios de cânticos de apoio e a frequente onda, o tempo foi passando, e com a escuridão, começou Supremacy, com uma aparente fábrica vibrante em palco, que iluminava todo o estádio com chamas.

Grandes êxitos se seguiram: Supermassive Black Hole, Panic Station (com um Cristiano Ronaldo dançante em animação, entre outros), Animals ou Feeling Good. Estas duas faixas foram coreografadas ao pormenor por actores que alertavam para a crise social actual, através da ganância, ou da obsessão com o petróleo. O trio de Brighton presencia também o público nestes momentos com notas falsas – “Musos” – que são peça importante numa plataforma online, que disponibiliza conteúdo exclusivo à medida que mais “dinheiro” é arrecadado.

No entanto, e apesar de todo o aparato, é a música que une corpos e ao som da aclamada Knights of Cydonia, tal Dragão rugindo, a plateia acompanha Matt Bellamy nos seus cânticos megalómanos, sem falhar uma nota. Também faixas com Starlight, Plug in Baby, ou Hysteria nunca são esquecidas pela banda exactamente devido à massa humana que demanda ouvi-las. Foi totalmente visível esse desejo nesta tão esperada noite.

               

Para honrar a vertente das baladas e fazer chorar corações, os Muse decidem brindar os portugueses com Unintended, música que fez flutuar luzes de telemóveis por todo o estádio, um momento transcendental há muito esperado, num pequeno palco perto do público.

               

No entanto, a intimidade acaba quando “Charles”, um robot gigante de dois metros entra em palco e traz a pompa e a altivez para um encore final, onde singles aclamados como Uprising encerraram uma setlist com falhas mas muito satisfatória para os fãs portugueses que muito ansiaram por este momento.

 

Os Muse são uma banda que liga pais e filhos, homens e mulheres, gerações de amantes de música que se deliciam com cada nota. Mathew Bellamy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard não necessitam de receitas: cada estilo seu é identificável. Mesmo quando esse mesmo estilo já não agrada tanto aos fãs. No entanto, os mesmos fãs sabem das suas capacidades para maiores, melhores, e mais pomposas obras-primas que poderão existir. Eles prometeram um álbum mais rock para o próximo ano. Será o regresso ao Origin of Symetry? Não sabemos. Mas podemos apostar que será bom.



A minha primeira notícia à séria... Isto tinha que ser partilhado.

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